Fale Comigo - Review
Narrativa
"Fale Comigo" é um filme clássico de terror no qual um grupo de indivíduos se aventura onde não deveria e acaba descobrindo as consequências da pior maneira possível. Logo no início, fica evidente quem é o antagonista da trama: uma mão que os personagens acreditam ter pertencido a um vidente ou satanista, mas que foi embalsamada. À medida que o filme avança, vemos esses jovens se divertindo, gravando vídeos e fazendo "lives" para a internet, sempre acompanhados da mão. Ao segurar a mão e dizer as palavras "Fale Comigo", a vítima se torna capaz de dialogar e visualizar os espíritos mais sombrios do inferno, ou talvez não; e ao dizer "Entre dentro de mim", permite que o espírito a possua.
É a partir desse ponto que a trama se desenvolve, já que as coisas saem do controle depois que Mia (Sophie Wilde), a protagonista, apoia o jovem Riley (Joe Bird) a participar dessa brincadeira perigosa. Porém, a situação foge do controle.
A Crítica e o Grande Público
O filme atingiu um sucesso de proporções notáveis. Desde o seu lançamento prévio, ele tem sido aclamado como o melhor filme de terror do ano pela crítica especializada. Atingindo uma significativa marca de aprovação de 96% junto aos críticos no site Rotten Tomatoes, e um índice de aprovação de 86% pelo público em geral, a obra tem recebido ampla apreciação. No entanto, esse êxito não é surpreendente, considerando que os críticos antecipam as mais excelentes realizações da respeitável produtora A24, renomada por seus filmes inovadores e primorosamente confeccionados.
Crítica por Ju Ryan
CEO e Redator da Coluna
O filme introduz o antagonista da maneira mais óbvia possível. Essa escolha tira o elemento de surpresa e mistério, o que faz com que a trama pareça pouco original e dependente de clichês do gênero terror. Além disso, a tentativa de dar profundidade à personagem principal não funciona muito bem e acaba criando mais dúvidas do que respostas. Por exemplo, não fica claro se o espírito da mãe dela é bom ou mau, ou por que esse espírito específico se manifesta para Mia. Isso gera um monte de perguntas não respondidas desde a introdução desse elemento no filme, que parecia destinado a dar mais complexidade à protagonista e dar origem, motivação e impulso ao antagonista, mas não consegue cumprir com o primeiro propósito.
Por outro lado, a narrativa mantém a atenção do público do começo ao fim. Isso se deve à excelente direção de som, às ótimas cenas visuais e a um trabalho de iluminação e arte muito bem feito. O filme consegue cativar e faz com que torçamos pelo sucesso dos personagens durante toda a história. Além disso, o desfecho do filme é muito inteligente do ponto de vista técnico.
Um ponto positivo é a atuação de todo o elenco. Sophie Wilde (Mia) faz um ótimo trabalho ao dar profundidade à personagem e ao criar momentos sombrios e tensos quando ela está possuída. Mirando Otto (Sue), que já atuou em obras como "O Mundo Sombrio de Sabrina", "Senhor dos Anéis" e "O Portal Secreto", novamente mostra sua excelência em expressões corporais, adicionando o toque dramático que o filme precisa. Um elogio especial vai para o jovem ator Joe Bird (Riley), que se mostra um profissional talentoso e nos deixa ansiosos para vê-lo em futuros projetos.
Apesar de "Fale Comigo" oferecer momentos bem construídos de suspense e susto, é evidente que a trama se baseia em convenções familiares do gênero de terror. Para os amantes do gênero que estão em busca de algo mais inovador e desafiador, o filme pode deixar a desejar. Mesmo assim, ainda é uma recomendação válida devido à sua produção impressionante.
Estrelas: 4/5
Por: Ju Ryan




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