Besouro Azul - Review
Narrativa
No decorrer de “Bezouro Azul”, é perceptível um ritmo frenético e acelerado, com a preocupação de contar uma história de origem de super-heróis sem ser cansativo, afinal, o gênero tem se desgastado nos últimos anos. Conhecemos Jaimie Reyes, um jovem latino-americano recém formado na faculdade, que ao voltar à sua cidade natal, se envolve em um conflito que o coloca em contato com um escaravelho alienígena que lhe concede super-poderes. O longa é uma corrida contra o tempo do protagonista para escapar das garras do corporativismo militar e para o alcance de uma condição identitária dentro da sociedade, como um jovem latino.
A Crítica e o Grande Público
No Rotten Tomatoes, o filme gira em torno dos 80% de aprovação, ótima avaliação levando em conta o contexto da hiperprodução de projetos do gênero super-heróis (com o passar dos anos, esse nicho já pode ser considerado a parte), que resultou em diversos projetos pobres criativamente, desenvolvidos apenas para atingir a massa. Já a audiência veio com 95% de aprovação, devido principalmente à química de Xolo Maridueña e Bruna Marquezine em tela. É seguro dizer que a adição da brasileira no filme elevou o patamar da divulgação, afinal, além de talentosa, carrega consigo o público de fãs mais dedicado que existe- os brasileiros.
Crítica por Lucas Pichinine
Social Media e Redator da coluna
Sem sombras de dúvidas, “Bezouro Azul” é uma grata surpresa para o grande público e o mercado, emergindo mais profundamente os latinos na indústria cinematográfica. Enquanto o cinema nacional não tem o alcance devido, por conta da falta de incentivo e mentalidade de colônia ainda impregnada, é esperançoso ver atores tão talentosos e não-americanos em destaque. A produção veio com o objetivo de traçar uma história de origem que fosse instigante, após uma massa de filmes com a mesma proposta, e conseguiu devido a imersão dos personagens em um universo já previamente existente, com figuras como Batman, Superman, Flash e a LexCorp já existentes.
A crítica ao Imperialismo americano, inclusive com sua cultura de armas de fogo e projeções militares ao redor do mundo pode levar a um questionamento mais acirrado dentro da indústria cinematográfica: até quando vamos implorar para Hollywood trazer representações de outras etnias e nacionalidades, e enfim dar vazão às produções nacionais em vigor?
A estética quadrinesca e futurista do filme consegue emergir o público em um universo quadrinesco, ainda mais quando somos apresentados ao passado de Ted Kord, pai da personagem de Bruna Marquezine, que conta que referências diretas das HQ’s.
O longa cumpre seu objetivo de apresentar um personagem não-branco com grande potencial, e acaba servindo como uma pontada de esperaça para um futuro menos hegemônico e mais plural na arte.
Estrelas: 4/5
Por: Lucas Pichinine




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